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Dia 23/05:
Snakes and Arrows - Rush
O Rush que vale a pena
Dia 03/05:
Gerlag Orkestar - Beirut
The Inner Sanctum - Saxon e A Light in the Dark - Metal Church
Dia 17/04:
The Good, the Bad & the Queen - The Good, the Bad & the Queen
Discografia comentada do Blur e do Gorillaz
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Snakes and Arrows
Rush
(Warner)

Primeiro, uma boa notícia: o velho e bom Rush continua o mesmo de seus três últimos discos de inéditas, Counterparts (só que menos progressivo), Test for Echo (apenas um pouco menos pop) e de Vapor Trails (ainda que menos cru).
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Situando-se confortavelmente entre suas glórias recentes, podemos esquecer os tristes dias de Roll the Bones e Presto , ainda que esses dois discos tenham muitos fãs. Isso não significa que o Rush mudou muito nos últimos anos. Sem a tecladeira insuportável de Presto , e a pífia inclinação pop de Roll the Bones – relevando a presença de vários elementos melhor trabalhados deste disco nos últimos – a empresa Rush se viu livre para brilhar aos ouvidos de seus fãs mudando milimetrica e calculadamente sua postura e sua sonoridade. Um cálculo, como nos shows que provocam o orgulho de seus fãs: “eles tocam igualzinho ao disco”, quando tudo que se quer é que eles se reinventem, ou pelo menos se abram ao risco de errar em público. Pois nessas digressões do parágrafo acima estão a limitação da banda desde que Moving Pictures os levou ao estrelato. Se tudo é muito calculado, ainda que tenha ameaçado desandar com a crueza de Vapor Trails – que, por isso mesmo, é o melhor disco deles desde Grace Under Pressure -, sobra pouco espaço para a surpresa, para o novo. Em Snakes and Arrows temos grandes faixas: “Far Cry”, The Main Monkey Business”, “The Way the Wind Blows”, “Malignant Narcissism” (instrumental curta com um título que tem tudo a ver) e “Bravest Face”, justamente as que conseguem, por meio da melodia ou do arranjo, trazer algo mais original ou estranho ao universo sonoro da banda. Mas dá pra dizer do Rush dos últimos discos mais ou menos o que se dizia do Iron Maiden da fase Seventh Son: individualmente, as músicas são ótimas, algumas até brilhantes, mas em conjunto, elas se enfraquecem, pois fica a sensação de termos uma grande música friamente dividida em várias partes e andamentos. Talvez esse monocromatismo esteja principalmente nas melodias, quase todas obedecendo aos mesmos princípios, e levadas da mesma maneira pelo vocal de Geddy Lee e pelos arranjos robustos. Talvez seja mesmo o perfeccionismo de tudo, que tira um pouco a graça. O fato é que Snakes and Arrows é um bom disco, é inegável. As faixas citadas acima estão entre as melhores que a banda já fez. Mas para ser melhor, teria que ser mais arriscado, ou pelo menos não ter músicas como “Faithless” ou “Good News First”, que nada acrescentam ao repertório da banda, a ainda puxam o disco para baixo. Snakes and Arrows , vindo depois de Vapor Trails , não deixa de ser um retrocesso.
Sérgio Alpendre |
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O RUSH QUE VALE A PENA
por Sérgio Alpendre

Rush (1974)

“Mamãe, quero ser o Budgie”. Não chegaram a tanto seguindo essa linha, mas o disco tem momentos sensacionais, principalmente quando se alinha ao blues-rock do final dos anos 60.
Destaques: Need Some Love, Here Again, Working Man
2112 (1976)

O progressivo dá as caras plenamente, em um disco dividido entre a longa e excepcional suite que pega todo o lado A e as cinco músicas mais diretas que ocupam o lado B. Raramente a sonoridade de uma banda é tão bem explorada quanto neste disco.
Destaques: 2112 (II The Temples of Syrinx, III Discovery, IV Presentation), A Passage to Bangkok, Tears.

A Farewell to Kings (1977)

Aprofundando-se no lado progressivo de 2112, contando com sintetizadores, a banda tem seu som já formatado em A Farewell to Kings. Uma banda madura, coesa, num disco de conjunto quase impecável.
Destaques: Closer to the Heart, A Farewell to Kings, Xanadu.
Permanent Waves (1980)

Talvez o relativo fiasco de Hemispheres, disco que procurava seguir na linha do anterior A Farewell to Kings, tenha sido necessário para o novo amadurecimento alcançado plenamente com Permanent Waves, o disco mais redondo da banda, e que incorpora o som que estava na crista da onda no início daquela década, a new wave e a sonoridade de Police e Talking Heads.
Destaques: Freewill, Jacob's Ladder, Natural Science.
Moving Pictures (1981)

Para muitos, a obra-prima definitiva do Rush. É um grande disco, sem dúvida, mas aponta para um caminho não tão feliz, e que seria sentido plenamente na próxima tetralogia, a dos discos que querem ser Police. Aqui, os sinais de aproximação com a banda inglesa já podem ser melhor sentidos, mas é só em Power Windows, quatro anos depois, que a coisa iria desandar.
Destaques: Tom Sawyer, YYZ, The Camera Eye.
Exit... Stage Left (1981)

Sem sombra de dúvida o melhor de todos os discos ao vivo que a banda lançou. Ainda não tinham adquirido a péssima mania de tocar igualzinho à versão de estúdio, o que faria a desgraça de A Show of Hands (1989), por exemplo. Mas também a seleção de músicas é bem superior a de All the World's A Stage, o duplo ao vivo anterior, de 1976.
Destaques: Closer to the Heart, The Trees, Freewill, Tom Sawyer.

Grace Under Pressure (1984)

O melhor disco da tetralogia “Mamãe quero ser Police”. Signals tinha seus momentos, mas em Grace Under Pressure eles finalmente conseguiram unir as influências dentro de uma sonoridade própria deles.
Destaques: Afterimage, Red Sector A, Kid Gloves.
Vapor Trails (2002)

Apesar de bons discos como Hold Your Fire (1987), Counterparts (1993) e o triplo ao vivo Different Stages (1998), apenas com Vapor Trails a banda parece ter encontrado sua melhor forma. Desde Counterparts a guitarra de Alex Lifeson voltava a ser peça importante na sonoridade. Mas aqui ela é a razão de ser.
Destaques: One Little Victory, How It is, Vapor Trails. |
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Gerlag Orkestar
Beirut
(Ba Da Bing)

Beirut é o ambicioso projeto de um homem só, no caso, o multi-instrumentista Zach Condon. Em sua primeira incursão solo (antes apenas havia emprestado seu talento a outras bandas, entre elas, a canadense Broken Social Scene), Condon adotou o codinome de Beirut e
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| contou com ajuda do não menos versátil baterista da extinta banda Neutral Milk Hotel, Jeremy Barnes. Em 2002, Barnes se lançou no projeto solo A Hawk and a Hacksaw. Seus dois últimos discos, assim como Gulag Orkestar, primeiro álbum do Beirut, são carregados de influências sonoras de músicas folclóricas do leste europeu. Saber exatamente o que Condon queria desde o princípio com esse trabalho é difícil e também não vem ao caso. Porém, o fato de ter convidado Jeremy Barnes para compor com ele a sonoridade de Gulag Orkestar já nos dá uma boa pista do que parecia ser sua idéia inicial e, se esta era mesmo trazer ritmos folclóricos europeus para dentro do contexto do rock alternativo, temos que dizer: ele chegou ao que queria brilhantemente. Nada há de mais belo para provar tal tese do que “Postcards from Italy”. É difícil dizer que é a canção mais bonita do álbum – há tantas outras, há “Rhineland (Heartland)”, por exemplo. Mas existe algo em “Postcards from Italy” que nos conquista de imediato, uma melancolia que é ao mesmo tempo uma projeção de coisas boas. Será ela uma canção triste ou feliz? Uma profusão de sentimentos que se confundem. Certamente, não há apenas uma resposta para essa questão – mesmo que ela venha de uma só pessoa –, depende do momento, da predisposição.
Por ser uma canção de batidas mais suaves e sonoridade mais “fácil”, “Postcards from Italy” é também uma boa porta de entrada para Gulag Orkestar. “Rhineland” abusa mais (no bom sentido) de misturas de sons regionais. Sua melodia, embora soe tão doce e suave aos ouvidos, não escolhe caminhos fáceis para acontecer. Em alguns momentos, não só desta canção, mas do álbum todo, é difícil distinguir o que há da formação rock de Condon neste trabalho (e de Barnes também em certa medida, já que o Neural Milk Hotel foi uma das importantes bandas de uma determinada vertente indie que surgiu no início da década de 90). Em “Bratislava”, por exemplo, o ritmo que surge da mistura de timbres e acordes é pesado e parece não haver nem sequer resquício de melodia pop. Porém, na música seguinte, “The Bunker”, nossos ouvidos encontram uma certa dose de refúgio, ao menos no início. A repetição de acordes e o refrão cantado ensaiam uma aproximação com o folk, mas que apenas resvala para depois seguir outro caminho. Não é fácil encontrar definição para Gulag Orkestar. O melhor mesmo é apenas ouvir e se deixar levar.
Liciane Mamede |
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The Inner Sanctum
Saxon
(Steamhammer)

A Light in the Dark
Metal Church
(SPV)
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Aqui temos duas bandas que tiveram seus anos de glória durante a década de 80 tentando sobreviver às mudanças atravessadas pelo heavy metal nos anos 90 fazendo... metal tradicional dos anos 80. O Saxon começou no final dos anos 70, mas conseguiu o status de uma das mais queridas bandas do metal graças a discos como Wheels of Steel (1980), Denim and Leather (1982), Power and the Glory (1983) e Crusader (1984), todos lançados antes do primeiro álbum (1985) do Metal Church, que, por sua vez, nunca conseguiu repetir a excelência de sua estréia, mesmo chegando bem perto em discos como The Dark (1986) e Hanging in the Balance (1993). As duas bandas tiveram carreira com muito troca-troca de membros, mas a do Metal Church foi mais caótica, talvez porque eles não tenham alcançado o sucesso que a banda inglesa alcançou, talvez porque seus membros divergiam demais, nunca chegando a um acordo. O próprio Vanderhoof, fundador da banda, saiu logo depois do segundo disco, voltando só em 1998. The Inner Sanctum repete a formação de Unleash the Beast, talvez o disco mais elogiado do Saxon após Crusader. Mas não chega a ser bom como Killing Ground, último bom disco de fato, ficando na mesma toada de Lionheart. Com isso, nossos queridos expoentes da New Wave of British Heavy Metal continuam alternando poucos discos de peso com álbuns apenas corretos, que infelizmente são a maioria na carreira da banda de 1988 até hoje – considerando que a seqüência de discos no mínimo bons se interrompe depois de Rock the Nations (1986), com o constrangedor Destiny (1988). Assim, temos Forever Free (1993), Dogs of War (1995), Unleash the Beast (1997) e Killing Ground (2000) de um lado, apontando para uma banda que ainda resiste ao tempo, e merece continuar no panteão do metal clássico. Mas também temos Solid Ball of Rock (1991), Metalhead (1999) – com o desconto de que cada vez que ouço este disco penso uma coisa sobre ele -, Lionheart (2004) e The Inner Sanctum de outro, representando a banda no piloto automático, ainda que esse piloto automático seja mais interessante do que a maior parte das bandas de metal atual. Os tempos do risível parecem ter ficado com Destiny em 1988. Mas a simples lembrança de que o disco anterior tinha sido burtocrático como este The Inner Sanctum nos deixa a preocupação de que a banda já tenha dado o que tinha para dar.
O grande problema do Metal Church atualmente é que Ronny Munroe é um vocalista muito limitado. Temos, então, o mesmo problema do disco anterior, The Weight of the World (2004), em que as composições são afiadas, o instrumental vai bem, na linha mais tradicional a que a banda se propôs, mas o vocal não dá conta do material. Se em Masterpeace (1999) tínhamos a volta do vocalista original David Wayne (falecido em um acidente de carro em 2005), e isso dava um gás sensivelmente energético à banda inteira, em A Light in the Dark fica difícil esquecer uma impressão de burocracia, de toque de caixa. Jay Reynolds consegue fazer par com Kurdt Vanderhoof tão bem quanto John Marshall – ainda que esteja à milhas da sintonia que tinham Vanderhoof e Craig Wells nos dois excelentes primeiros álbuns da banda. E dá uma saudade danada da batida seca e esperta de Kirk Arrington, que imprimia uma marca tão forte que quilos e quilos de produção não conseguiam tirar (desde The Dark, parece que eles tentavam conter a marca extremamente pessoal da batida de Arrington, e quanto mais conseguiam mais distantes estavam de fazer um grande disco). Com a saída de Arrington, a banda finalmente conseguiu ficar normal, mais uma no imenso mercado heavy metal. Dá pra perceber a diferença entre Wayne e Monroe, e entre o que a banda foi e o que é agora, na regravação patética e sem imaginação de “Whatch the Children Play”, que prova que o Metal Church se contentou em ser um arremedo de si mesmo e do metal feito nos anos 80.
Sérgio Alpendre |
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The Good, the Bad & the Queen
The Good, the Bad & the Queen
(EMI)

A esta altura do campeonato, Damon Albarn já é tão associado a seus projetos ecléticos, mais notadamente ao Gorillaz, do que ao Blur, banda mais legal do britpop. The Good the Bad and the Queen é um novo projeto, que está mais para o Blur de 13 e Think Tank do que para o Gorillaz. Esse quarteto de nome |
pomposo e britânico (ah, a rainha...) é composto por Paul Simonon (Clash), Simon Tong (Verve) e Tony Allen (Fela Kuti), além de nosso genial circense Albarn, e tem produção do papa Danger Mouse (Gnarls Barkley, Gorillaz). O que não fica claro é o porquê de se lançar neste novo projeto, a não ser pelo prazer de montar e liderar uma nova banda. Penso com meus botões que se o disco fosse a estréia de uma banda de desconhecidos, seria muito mais prazeirosa sua audição. Em se tratando do cara do Blur, responsável por discos como Parklife e The Great Escape, além de tudo que o Gorillaz nos deu, é inevitável certa decepção, menos com a sonoridade deliberadamente low da maior parte do disco do que pelo tom monocórdico que apresenta. Albarn, principalmente, parece cantar sem muita vontade de parecer diferente a cada faixa (o que era um dos inúmeros charmes dos clássicos do Blur). As poucas exceções surgem como oásis de novidade: “Three Changes” promove uma quebradeira de compassos interessante, e a voz acompanha; a épica faixa-título, que flerta muito mais com o progressivo do que qualquer outra coisa já feita por Albarn; “Nature Springs”, com seus assobios de western spagetthi; e “Herculean”, que não deixa de ser incômoda, por parecer encapsulada numa moldura metálica.
Sérgio Alpendre |
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Discografia comentada do Blur e do Gorillaz

Leisure (1991)

A inocência do primeiro britpop, muito semelhante ao Charlatans da época. Um tanto cansativo, mas com seus momentos, principalmente nos sucessos “There's No Other Way” e “She's So High”, realmente as melhores do disco
Modern Life is Rubish (1993)

Um pouco de Small Faces, um pouco de Kinks. Filiação assumida e um disco cheio de invenções, com intervalos circenses, riscos jazzísticos e, claro, melodias maravilhosas. Faltava apenas uma coisa: saber preencher o tempo de cd que eles queriam, já que umas duas faixas são desnecessárias. A faixa de abertura, no entanto, é antológica, e daria o rumo que eles seguiriam para redefinir o pop britãnico nos dois discos seguintes.

Parklife (1994)

O disco que definiu e consagrou de vez o britpop. Na guerra com o Oasis, ficou clara a superioridade do Blur. Enquanto a banda dos irmãos Gallagher se contentava em produzir melodias manjadas para consumo rápido, Albarn e companhia preferiam buscar nos anos 60 a inspiração para forjar um novo tipo de pop, cheio de referências ecléticas – também aos anos 80 (vide “Trouble in Message Center”) – e de brincadeiras com a história do pop inglês (“Parklife”, “London Loves”), além do arroubo clashiano (fase Combat Rock) de “Boys & Girls”.
The Great Escape (1995)

Em parte, uma seqüência de Parklife. Mas por outro lado, é o começo da despedida do britpop, da atualização da música dos heróis da banda. The Great Escape aponta para caminhos que depois seriam mais explorados no Gorillaz, ou nos excelentes discos solo de Grahan Coxon. Pelo menos duas grandes faixas funkeadas davam conta dos novos rumos que a banda procurava: “Entertain Me” e “Fade Away”. Mas o disco ainda tem baladas belíssimas como “The Universal” e “Best Days”.
Live at Budokan (1996)

O obrigatório ao vivo no Japão. Um cd duplo com muito da energia que a banda dispendia nos palcos, mas também a prova de que a banda rendia muito mais em estúdio.
 Blur (1997)

Talvez não seja o mais fraco da banda, já que no disco de estréia eles ainda engatinhavam musicalmente, mas certamente é o disco mais fraco do Pavement. Maldade? Não. Apenas a constatação de que a americanização não tinha dado certo, apesar da inglesíssima “Beetlebum”.
13 (1999)

O disco que expurgou o trauma pelo rompimento com a vocalista do Elástica. Um disco experimental, cheio de bizarrices. “Tender”, o primeiro sucesso, talvez seja a mais fraca do disco. “Coffee and TV” seria a base dos elogiados discos que Grahan Coxon faria a seguir. E “Caramel”, “Battle” e “No Distance Left to Run” estão entre os grandes momentos da banda.

Gorillaz (2001)

Um estrondo dançante com pelo menos uma música de fechar o trânsito: “Clint Eastwood”. O disco pode causar estranheza no início, principalmente por ter Albarn por trás, mas revela-se mais forte a cada audição.
Think Tank (2003)

Grahan Coxon abandona o barco. Albarn conduz a banda para territórios menos óbvios. Se é um álbum inferior à estréia do Gorillaz e ao disco anterior do Blur, ainda assim merece novas chances, pois tem grandes achados: “Caravan”, “Ambulance” e “Out of Time” principalmente.

Demon Days (2005)

“Dare” talvez seja a faixa que redefina a música dançante para o século XXI. Se fosse só esse o atrativo de Demon Days , talvez já merecesse a cotação máxima. Só que o disco tem muito mais, e ficar lendo isto aqui pode atrasar demais a maravilhosa experiência de (re) descobri-lo.
Sérgio Alpendre |
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