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DÊ UMA ESPIADA
Índice #3
 
4
  Editorial /Créditos

5
  Mensagens

6
  Fotogramas - Wilder e Rossellini: o centenário de dois mestres

14
  Entrevista - Fábio Lima, diretor da Rain Network

17
  Câmera Lenta - Louis Garrel

18
  Capa - Ingmar Bergman

24
 

Tops - Made in Germany

28
  Ensaio - O necessário ocaso das imagens

31
  Zé Tobata / Tesouro Escondido

32
  Cinema

  Amigo é pra essas coisas - pág. 32
Araguaya - A conspiração do Silêncio - pág. 34
Buenos Aires 100km - pág. 33
A Concepção - pág. 34
Eu, Você e Todos Nós - pág. 32
Poseidon - pág. 33
X-Men 3 - pág. 33
Outros Lançamentos - pág. 33

36
  DVD

 

Crooklyn - pág. 38
O Desespero de veronika Voss - pág. 36

De Crápula a Herói- pág. 39
Dillinger - pág. 43
Filme de Amor - pág. 37
A Gardênia Azul - pág. 40
Johnny Vai à Guerra - pág. 36
Mais e Melhores Blues - pág. 38
Maldição - pág. 40
Memórias do Subdesenvolvimento - pág. 41
A Palavra - pág. 39
O Pequeno Rincão de Deus - pág. 39
Pesadelo Mortal - pág. 37
Robinson Crusoé - pág. 42
Ser e Ter - pág. 37
Serenity - pág. 41
Silêncio nas Trevas - pág. 42
Viva Zapata! - pág. 40

43
  Os Sete Samurais (quadro de cotações)

44
  Discos

47
  Livros

48
  Depois do Filme - Cem taças per capita na Expovinis

50
  Sala Especial - Estação Botafogo 1

 
Entrevista - Fábio Lima, diretor da Rain Network
 
A flexibilidade como trunfo
 
 

Fábio Lima, diretor de operações da Rain Network, quer usar a exibição digital para expandir os horizontes do cinema

     
Segunda-feira de pânico em São Paulo. O PCC está nas ruas: ônibus em chamas, delegacias metralhadas, promessas de toque de recolher na maior metrópole da América Latina. À tarde, boatos de que o poder econômico da cidade sofreria as conseqüências da desigualdade social: rádios e TVs alertam sobre ataques terroristas a agências bancárias. E nós estamos no meio dos bancos, eu e o fotógrafo Alexandre Xavier, em plena Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, observando um trânsito dantesco se formar na avenida depois que as empresas e as escolas decidiram encerrar o expediente mais cedo, assustadas com as previsões.

A tensão do inferno lá fora contamina o bonito escritório da Rain Network, onde técnicos e gente de marketing comentam os últimos boatos de um dia inesquecível. Mas é com inabalável tranqüilidade que Fábio Lima, diretor de operações da empresa, nos recebe para uma entrevista sobre cinema digital. Admirador de Eisenstein e Chaplin (“o primeiro pela revolução na linguagem, o segundo pela emoção”), Fábio acredita que o processo digital vai levar cinema a quem hoje não tem acesso, vai revolucionar a distribuição e a programação de filmes, e ainda vai ser a estrada de ouro para a produção independente. A quem critica a qualidade da imagem, responde que a tecnologia se moderniza e que a exibição digital é uma opção, não uma imposição.
O diretor da Rain, cuja exibição digital incomoda parte dos cinéfilos, não pretende alimentar um clima de antagonismo entre digital e 35 milímetros. Tem a tranqüilidade de quem acredita que o futuro está ao seu lado, e que as polêmicas logo passarão.

Como você vê a exibição cinematográfica daqui a alguns anos?

Vai trocar tudo por digital. Mas a transformação da exibição não é só a troca do equipamento, é preciso olhar a cadeia como um todo. A exibição em digital exige um tempo para uma adaptação, mas em algum momento vai ser inteira em digital. Quando isso vai acontecer, já é mais complicado de identificar. O custo de distribuição já é menor, o pessoal já identifica que o preço de implantação é baixo, vai chegar um momento em que todo mundo vai adotar rapidamente. Aconteceu com a câmera fotográfica, aconteceu com o celular, vai acontecer com a televisão e o cinema.

As pesquisas da Folha e do Estado apontaram que não há rejeição à exibição digital pela grande maioria do público, mas muitos cinéfilos torcem o nariz para o processo. Como você vê isso?

Primeira coisa: o negócio é híbrido; o que a gente está fazendo é uma alternativa, não uma imposição. Tem gente que se apega a alguns pontos e fecha os olhos para outros. Por exemplo, eu poderia me apegar à questão dos riscos na tela. Você vai ver um filme em 35 milímetros todo riscado, e ninguém sai falando, “ah, a cópia estava toda riscada, cada vez que trocava o rolo dava um pulo e um estouro no áudio”. Quanto mais o filme é exibido, mais você tem pulos no rolo, porque o cara sempre corta um frame para emendar o rolo de novo. Além disso, depois de três semanas, o áudio de todo filme fica mono, porque você perde a trilha magnética do áudio. O projetor fica tremendo, a legenda não tem contorno. No digital, a legenda tem um contorno preto; quando escreve branco sobre branco, você lê. E o digital tem outros benefícios que esses críticos não citam: a tela é limpa, a luminosidade é homogênea... No 35mm, a tela é mais iluminada no centro que nos cantos.

No processo digital, há perdas na profundidade e nos matizes de cores. A evolução da tecnologia está direcionada para compensar essas deficiências?

As pessoas confundem profundidade de campo com profundidade de cor, e é a de cor que falta na exibição digital. Neste processo, quanto mais informação você tem, melhor é a reprodução da imagem. Mas, quanto mais informação, mais difícil fica para você armazenar, capturar e manusear essas imagens. Então o processo digital trabalha com compressão. Isto faz com que tenha uma diferença entre tons de preto, por exemplo, menor do que se consegue com 35mm. Se a pessoa tiver o cabelo preto e estiver à frente de um fundo preto, como você tem menos informações de variação, isso faz com que os pretos comecem a se fundir. Isso é uma coisa a evoluir. A evolução não será só ter mais bits de cor, mas conseguir que sejam comprimidos sem ter perda de resolução.

“Um sonho que eu persigo desde que
a Rain foi idealizada é fazer com que os filmes cheguem baratos a lugares que, de outra forma, não teriam cinema”


A tecnologia da Rain tende a acompanhar o nível da exibição digital que existe no exterior?

Sim, mas é importante deixar claro que nós não seguimos a especificação das majors. É muito cara e é uma tentativa de manter a coisa no controle delas. E isso não é nosso interesse, porque nosso interesse é o cinema independente.
 

     
A tecnologia é uma ferramenta para atingir o nosso objetivo, que é melhorar a distribuição do cinema independente e possibilitar uma flexibilidade maior na programação. A tecnologia se moderniza. Já trabalhamos em alternativas que, dentro de um ano, permitirão uma exibição de qualidade melhor do que as majors especificam.

Mas a grande questão, para você, é técnica ou de mercado?

Eu estou falando de coisas técnicas porque eu acho que o público nem tem a consciência ainda de que o digital traz mais filmes para ele. Para mim, é sobretudo uma revolução mercadológica. A grande questão não é a troca de tecnologia. Se ficasse resumido a isso, mesmo com os benefícios que eu citei, a troca de 35mm por digital não seria vantagem. Só porque não tem risco? Não é uma grande vantagem. A grande vantagem é você facilitar a distribuição. Fazer um filme alemão que bombou no final de semana estar aqui depois de amanhã.

Qual o grande trunfo do processo digital?

Flexibilidade. É o que dá a chance, por exemplo, de fugir desse modelo de final de semana: o filme entra na sexta e a bilheteria é avaliada na segunda. Isso funciona para filmes muito grandes, para os quais há muita promoção com o objetivo de fazer o filme bombar no final de semana e ver se dobra no seguinte. Funciona assim, e os filmes de produção média e pequena sofrem muito, porque têm que entrar na mesma competição do final de semana sem nada de promoção. Com o digital, você não precisa disso, você pode fazer uma programação mais diversificada, ter maior flexibilidade, e não precisa ter tanta concentração de salas de cinema num mesmo lugar.

Você acha possível um recuo dos multiplex?

Com os multiplex, você põe dez salas num lugar e dá variedade para as pessoas. Mas não dá para ter dez salas em qualquer lugar. Precisa ser num lugar que tenha uma concentração muito grande de gente. A variedade está nos shoppings, que têm muitas salas e uma concentração de pessoas, mas é tudo voltado para um público adolescente. Eu acredito que a próxima geração de salas de cinema, graças à flexibilidade proporcionada pelo digital, será de salas menores, mas com um número maior de salas espalhadas pela cidade. Um ambiente com duas salas, no máximo, e muito mais perto de você, no seu bairro. Vou dar um exemplo: Moema (N.E.: bairro de alto padrão da cidade de São Paulo). Há 250 mil pessoas morando em Moema, consumidores com dinheiro no bolso, mas o bairro não tem uma sala de cinema.

Seria um retorno ao cinema de rua?

Será isso, mas as salas que existiam antes eram gigantes. Agora haverá salas menores, com maior flexibilidade na programação.

O fato do processo digital baratear a operação não deveria também baixar o preço do ingresso?

Claro, mas há duas coisas que as pessoas não podem confundir: o custo e o quanto se cobra. Um exemplo: a primeira sala 100% digital do Brasil fica em Guadalupe, na periferia do Rio de Janeiro, na zona norte. Lá, o ingresso custa 6 reais. Só é possível que custe isso porque o cinema é digital. Se eu quisesse um cinema em Guadalupe com exibição em 35mm, nunca receberia uma cópia. Tendo entrada a 6 reais, meia a 3, tendo uma média de ingresso a 4,50, eu teria que fazer duas vezes mais público do que eu faço numa sala do centro do Rio, onde o ingresso é muito mais caro. Lembrando que o ganho é dividido entre o distribuidor e o exibidor. Eu jamais teria uma cópia de 35mm em uma sala de 73 lugares em Guadalupe, seria um fiasco. Com o digital, o custo para o exibidor é mínimo, ele pode programar mais filmes. E o fato do ingresso ser barato não incomoda o distribuidor, já que ele não está mandando uma cópia de 35mm, apenas um sinal de computador. Mas não significa que, no Itaim ou no Leblon, o ingresso vá custar 6 reais. Não é a tecnologia que estabelece o preço; ela ajuda a diminuir o custo, mas quem estabelece o preço é o mercado.

Haverá mais salas 100% digitais?

Se você quer construir uma sala nova que seja popular, só é possível fazendo digital. Eu acho que é irreversível hoje. Em primeiro lugar, porque você não precisa de uma cabine de projeção, e só com isto você já tem uma economia de 30% no custo da obra. Não precisa também de um pé direito alto, que é uma necessidade do 35mm, por causa do projetor, da posição da lente. E a manutenção é muito mais simples.

Por que você afirma que o processo digital é o caminho para o cinema independente?

Porque ele tem grandes benefícios com o processo digital, benefícios de que uma grande produção não precisa. Uma major, quando faz uma grande produção, inclui aí uma estrutura gigantesca para o lançamento do filme, consegue promovê-lo para caramba, conta com assessoria de imprensa, tem escritórios regionais que promovem o filme com antecedência. O cinema independente não tem esses recursos. Para um filme alemão, o cara capta dinheiro lá na Alemanha mesmo e nem tem distribuidor. Digamos que ele consiga vender o filme para o Brasil. Como o cinema alemão nunca teve muita promoção por aqui, ele terá um mercado pequeno. Com isso, o cara daqui já compra o filme como pequeno, porque sabe que terá um público restrito. O brasileiro pagará menos pelo filme e fará menos cópias, porque é para um mercado pequeno. Há ainda os fatores de que o custo de importar o internegativo para fazer cópias é gigantesco, o custo de fazer legenda a laser é caro...


 

“Se você quer construir uma sala nova que seja popular, só é possível fazendo digital. Eu acho que é irreversível hoje. Você não precisa de uma cabine de projeção, e só com isto você já tem uma economia de 30%”

     

Fazer um filme independente sai mais caro?

Filme independente, que sai com sete cópias, tem um custo proporcionalmente superior ao de um filme que sai com 300 cópias. O distribuidor de uma grande produção recebe verba para fazer investimento em marketing, o distribuidor independente tem que adiantar os direitos do filme, tem que tirar o dinheiro do próprio bolso. A Sony do Brasil não corre riscos para lançar um filme. Se for um fiasco, ninguém se machuca. Quando a gente pensa em processo digital, por que a gente pensa no cinema independente, que é o foco da Rain? Porque é um mercado que tem imensas dificuldades e que vai se beneficiar da flexibilidade e do barateamento que eu ofereço. Para uma major, não estou criando vantagens reais. Já uma Europa Filmes, por exemplo, tem que ir a um festival comprar um filme, pagar adiantado pelos direitos do filme, às vezes comprar quando ainda está no roteiro, e esse roteiro tanto pode render um filme ganhador de prêmio quanto ser um fracasso total. Esse cara tem um benefício muito grande quando eu crio uma flexibilidade que permite a qualquer exibidor do interior programar o filme dele. Não é só o benefício real e instantâneo de tornar a exibição mais barata ou melhorar a distribuição, mas o de aumentar o mercado que ele tem.

Você é um cinéfilo que se tornou homem de negócios ou um homem de negócios que se envolveu com cinema?

Eu sou um cinéfilo, e um cinéfilo sonhador. Um sonho que eu persigo desde que a Rain foi idealizada é fazer com que os filmes cheguem baratos a lugares como Guadalupe; lugares que, de outra forma, não teriam cinema. Também existe uma sala 100% digital, só exibindo cinema independente, num local a 130 quilômetros de Londres, parte de um projeto de fazer cem salas em lugares aonde o cinema não chegaria por causa do custo das cópias. É um projeto de um outro cara sonhador, um roteirista que saiu da Austrália e que hoje é até meu amigo. Acho do caralho o projeto, mas o nosso Guadalupe me emocionou de uma forma muito mais intensa. Quando fui à inauguração, vi que o que a gente previu fazia sentido: dá para ter cinema independente lá, com ingresso barato. No coração de Guadalupe, bairro pobre do Rio de Janeiro, vive um cinema que não passa filme de major. Homem-Aranha nunca vai passar nessa sala.

Cinema - Estréias
 
Eu, Você e Todos Nós

Me and You and Everyone We Know (EUA, 2005), De Miranda July. Com John Hawkes, Miranda July, Miles Thompson, Brandon Ratcliff. Mais Filmes. Projeção: 1.85:1. 90 min.
 

Miranda July realiza aqui um filme tão delicado que é fácil passar batido por ele. Mas, numa visão mais calma, é possível de se perceber uma sensibilidade com cada personagem que invalida qualquer saída fácil ou tipificação. São muitas as seqüências arriscadas que July costura de forma a soarem suaves: o encontro no parque, a maioria das cenas entre as duas garotas e o vizinho, os encontros da estranha e íntima relação entre Peter e a menina vizinha.

É como se a cineasta tivesse cortado na montagem toda e qualquer cena que pudesse sugerir algo negativo da câmera para os personagens. Mesmo os momentos que podem soar despropositados, como a cena do peixe no carro, ganham tons interessantes pela forma como a diretora encena tudo. Essa incessante busca pela leveza ameaça se tornar um exagero em certo ponto, mas os excessos também parecem ter caído na montagem. Difícil acertar tanto quanto em cenas como a que a própria July aguarda a ligação do protagonista. A direção de atores parece toda caminhar nesta direção, os atores parecem flutuar em cena. Teriam tudo para ser pouco densos como imagem, não fosse a câmera de July. E é aí que fica evidente a influência do extenso trabalho de Miranda como artista multimídia, antes de ingressar no cinema – pode-se entender essa influência por sua personagem no próprio filme. Sua facilidade de mesclar leveza com imagens pesadas em cores e textura, como a que fecha o filme, salta aos olhos. Ela trafega entre esses registros com tamanha segurança e solidez, que parece já ter um corpo extenso de obra dentro do cinema.

 
Depois do Filme

Sideways em três noites

Cobrir feira de vinhos exige empenho e amor à bebida.
Por isso, nosso colaborador Ricardo Carvalho experimentou mais de cem taças na Expovinis. Só se esqueceu de cuspir o vinho após cada degustação.

 
  Ir a feiras de eventos a trabalho é chato. Muita gente, pouco tempo pra se ver tudo, pouca atenção dos expositores, filas intermináveis no estacionamento. Tedioso, não? Não se o seu trabalho for escrever uma matéria sobre a décima edição da Expovinis, ocorrida entre os dias 2 e 4 de maio, no ITM Expo. Para tirar fotos e me acompanhar na árdua tarefa de descobrir sobre a feira, vinhos, produtores e importadores, além de, claro, participar de incontáveis degustações (incontáveis mesmo, principalmente após a décima taça), foi escalado o enófilo, maestro e fotógrafo de plantão Gabriel Valente.

A edição deste ano, visitada por 12 mil pessoas, contou com a presença de 250 expositores das principais regiões vitivinícolas da Itália, Portugal, França, Chile e Brasil, entre outros países. Alguns produtores vieram buscar importadores, outros apenas divulgar seus vinhos. Mas, para nós, foram dias entre taças.
Chegamos à feira um pouco tímidos, passamos pelos três primeiros estandes sem perguntar nada e percebemos que precisávamos de um pouco de coragem. A coragem veio na forma de um vinho orgânico, que não utiliza conservantes, um tanto insosso e aguado, uma experiência ruim em nossa primeira degustação. Provamos vinhos portugueses e nacionais até chegarmos ao Chicleteiro, vinho trazido pela Ana Import (dona do mais agitado estande da feira) e associado à figura de Bell Marques, da banda Chiclete com Banana. Das quatro linhas do vinho, apenas o malbec Gran Reserva é consumível, mas possui uma péssima relação custo-benefício.
Daí nossa noite só podia melhorar. Após alguns ótimos vinhos argentinos, chegamos aos italianos e franceses. Destes últimos, destacou-se o estande da Compagnie France Malbec, não apenas pelo vinho, mas também pela simpática e linda francesinha que nos acompanhou na degustação de bons vinhos rosé, carro-chefe da empresa para a próxima temporada.



Também foram destaques da feira o porto Feist, branco, que ainda não existe no Brasil, e o syrah Chateau dês Aveylans. Este possui um aroma mais frutado que os outros syrah franceses, mas com sabor bem amadeirado, quase uma incoerência, mas de uma forma positiva.

Dias de Baco
Rolaram desde conversas engraçadas com enólogos, papos animados com as hostesses e dança da cordinha até uma visita ao Brasil Cachaça 2006, evento simultâneo que acontecia ao lado e funcionava até mais tarde. Mas nem tudo numa feira de enogastronomia é alegria. Por causa do álcool em excesso, encontramos muita gente bêbada, mal-educada e até briguenta.
 

A simpatia dos atendentes contrastava com a atitude dos mais embriagados, principalmente quando ia chegando o fim do expediente. Mas para mim e para o Gabriel, o balanço foi positivo: 105 taças per capita, 23 lindas hostesses beijadas, 11 não tão lindas hostesses beijadas (mas que pareciam lindas após algumas taças), vários novos amigos do peito e duas ressacas inesquecíveis.

 
     
 
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