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Queensrÿche, em busca da opera rock perfeita
A banda já fez três shows no Brasil, no Rio, em Porto Alegre e Belo Horizonte, e se apresenta no próximo fim de semana em Curitiba e São Paulo.
Por Sérgio Alpendre
Em 1998, a banda de Seattle lançava o primeiro capítulo de uma pretensão de ser o Pink Floyd do Heavy Metal. O álbum chamado de Operation Mindcrime entrou logo para a lista de grandes discos do estilo, e seu sucessor, Empire, foi um sucesso estrondoso de vendas, e uma aproximação ainda maior com a sonoridade floydiana. Seu maior sucesso é até hoje o grande hit da banda, a balada "Silent Lucidity".
Em 2006, depois de um disco interessante chamado Tribe (2003), Geoff Tate e grupo resolvem lançar uma continuação para a celebrada obra de 1988, oportunamente intitulada Operation Mindcrime II. Aproveitando a mesma estrutura e deixando o som mais pesado - para se adaptar aos novos tempos - OPII é uma continuação bem digna do original, ainda que fique difícil evitar a constatação de que Queensrÿche é Chris DeGarmo, e sem ele o máximo que eles podem fazer é um disco digno.
DeGarmo era o principal compositor dos melhores discos da banda, justamente os três primeiros: The Warning (1984), Rage for Order (1986) e Operation Mindcrime (1988). São esses três primeiros acertos que catapultaram a banda a um panteão raramente alcançado por uma banda de metal pesado, mesmo que seja trabalhado como o deles. A banda conseguiu respeito, dentro e fora do gênero, recebendo críticas positivas até mesmo de revistas que rejeitavam quase que totalmente os lançamentos de metal ou hard rock. Empire (1990) foi um belo disco que se beneficiou desse status, e Promised Land (1994), um disco que pagou pelo pato das mais altas expectativas, e não teve a repercussão que merecia por ser tão bom quanto Empire. Até mesmo o moderno Hear in the Now Frontier (1997) foi subestimado, mal entendido e ouvido, e um dos responsáveis pela saída de DeGarmo e pelo fundo do poço atingido com o álbum seguinte, Q2K (1999).
DeGarmo voltaria para Tribe, sem dúvida a melhor coisa que eles lançaram de Hear in the Now Frontier até hoje, e sairia de novo, deixando-os novamente a cargo única e exclusivamente do incrível carisma do vocalista Geoff Tate, um mago da voz, capaz de alcançar as notas mais inatingíveis e de conferir peso e melodia quando necessários. O último disco, Take Cover, lançado no final do ano passado, reflete a incessante busca pela opera rock perfeita, desta vez com covers de Queen, CSNY, Police e... Pink Floyd, entre outros. E terá mais um capítulo nos shows de Curitiba e São Paulo, neste fim de semana.
Revista eletrônica semanal de cinema
Editada por Filipe Furtado e Sérgio Alpendre
Redatores: Alexandre Carvalho dos Santos, Allan Peterson, Bruno Amato Reame, Fernando Watanabe, Francis Vogner dos Reis, Francisco Guarnieri, Gilberto Silva Jr., Guilherme Martins, Juliano Tosi, Leonardo Luiz Ferreira, Liciane Mamede, Lila Foster, Luiz Carlos Oliveira Jr., Luiz Soares Jr., Marcelo Miranda, Paulo Santos Lima, Ruy Gardnier
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